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Contraídos o risório e o zigomático, Explode em ti sonora gargalhada. Do veneno do teu riso tão elástico Minhas cordas também são contagiadas. Tudo em ti é motivo de euforia E até o vento faz-me cócegas passando. De tudo rimos e na falsa alegria O teu riso com o meu riso vai rimando. Com o riso tu me enganas e eu te engano; Se sofremos, damos bah! para a tristeza. Riamos, que o riso encobre o dano. Devemos rir, pois só o riso nos sobeja. Serão bobos? vão dizer. Somos insanos! E talvez rindo, a triste Morte não nos veja... |

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